A Way to the Indian Subcontinent
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About: A travel journal by two friends following the route of the Indian subcontinent, trough India, Bangladesh, and Nepal.

João Seabra
Filipe Abrantes

A Way to the Indian Subcontinent

A Way to Nepal

A short video memory of 2 friends traveling across Nepal.
Its our way into Nepal, crossing the Himalayas and a country beautiful in color, people, and scenery.

August 2011

A Way to Bangladesh

As memórias fotográficas

(por Filipe Abrantes)

Capitulo XVI - O Fim

O Seabra diz que lhe doem os dedos por isso cabe me a mim escrever o post de fecho da viagem. Aqui vai entao…

Normalmente nunca se volta a mesma pessoa depois de uma viagem e esta nao e a excepcao. Por tudo o que se ve e vive e por todas as pessoas que se conhecem pelo caminho, a nossa visao do mundo e de nos proprios chega sempre um bocadinho diferente daquela que saiu do conforto de casa.

Foi incrivel chegar ao Bangladesh e ser recebido da forma como o fomos. Um dos paises com maior densidade populacional do planeta — o mais denso mesmo se esquecermos terras-que-querem-ser-paises como Hong Kong/Macau/Luxemburgo/… e uma ou outra ilha perdidas por ai — mas tambem dos mais pobres tem um dos povos que mais gosto tem em receber viajantes (eles tem um termo proprio para o pessoal que esta ‘na estrada’, mas infelizmente ja nao me lembro dele). O pais em si tem algumas (poucas) ‘atracoes’ turisticas convencionais que ate planeavamos ver, mas os planos saiam-nos sempre ao lado. Qualquer que fosse o autocarro que apanhassemos (local, claro, nada de expressos para turista), acabavamos a falar com alguem que nos convidava para visitar a sua terra/casa. Faziam questao de andar connosco ‘ao colo’, pagar os rickshaws e levar nos a passear e depois ate a nossa proxima paragem. ‘You are our guests’ diziam eles. 

Sao um povo incrivel! E numeroso. Muito numeroso. Os trafego e caotico e o lixo faz sempre parte da paisagem. Especialmente em Dhaka, a capital. Havia zonas onde o cheiro putrefacto nos ‘comia’ os pulmoes. Passamos 6 ou 7 dias no Bangladesh e ao fim deste tempo estavamos ambos a ficar doentes dos bronquios.

Estavamos a precisar de uma pausa, do movimento e da poluicao, e por isso a passagem pelo Nepal foi muito bem vinda. Mesmo o trafego nas ruas de Kathmandu, que o livro descrevia como ‘enfuriating’, nos pareceu relaxado. A paragem no ‘resort’ de montanha em Pokhara entao foi uma bencao. Tirando as sanguessugas.

Ja recompostos, voltamos a India. A primeira impressao em Delhi, nao tinha sido grande coisa, ao contrario de Calcuta, uma cidade colorida que serviu de ponto de partida para o Bangladesh. Seguimos agora por Varanasi, Kharujaho, Agra e finalmente voltamos a Delhi. Nao sei bem porque nao vinha com grandes expectativas relativamente a India, talvez por pensar que isto ia estar apinhado de turistas, mas a verdade e q esta e a epoca baixa e isso tem se notado. Tambem e a epoca das moncoes, mas felizmente isso tem nos passado um pouco ao lado. Vai chovendo dia sim dia nao, mas salvo raras excepcoes nao temos apanhado grandes molhas e nunca andamos com agua acima do tornozelo. A riqueza e beleza dos monumentos e rituais religiosos na India tem nos preenchido estes ultimos dias, mas sempre vai sobrando tempo para posar para umas fotos com indianos, especialmente o Seabra que e invariavelmente confundido com um actor de Holywood.

De resto tem sido uma viagem muito educativa do ponto de vista religioso, para mim pelo menos. Nesta zona do planeta convivem hindus, budistas, muculmanos e os cristaos que ca chegaram com o colonialismo. Para um ateu como eu tem sido quase como ir as compras, mas sem grande intencao de comprar. Mas gostei. Especialmente de conhecer mais a fundo o Hinduismo (e a variante budista) do qual conhecia muito pouco. Tinha ideia que era uma coisa assim esquisita, quase paga(com til), se calhar influenciado pelo Templo Perdido da saga do Indiana Jones. Na verdade ate e uma religiao bastante normal, tem muitos deuses, o que pode confundir, mas todos eles sao apenas manifestacoes da ‘cena’ principal, que nao tem forma, Brahman, e da qual tudo originou. De resto trabalhas o teu karma, atraves de boas accoes e quanto mais karma acumulares, melhor sera a tua proxima reincarnacao na Terra. O sistema das castas (que entretanto ja foi abolido ha uns tempos na India) e que estraga tudo porque limita muito aquilo que podes conseguir numa so vida. O Budismo e quase a mesma coisa, so que com o Buda e a Natureza/Universo em vez do Brahman, tanto quanto percebi, o que faz mais algum sentido para o homem das ciencias como eu.

Ate a proxima!

Filipe

Capitulo XV - Bollywood

Chegamos a Delhi (de novo), e o regressar a onde partimos marca ja o ambiente nostalgico.

Nao podiamos deixar a India para tras, sem primeiro ir ao cinema, ver o maior exito de bilheteira de Bollywood que estivesse nas salas.
Tenho que dizer que foi das melhores experiencias cinematograficas que vi nos ultimos tempos… e quem me conhece sabe quantas centenas e centenas de filmes vejo por ano.

Do filme surreal (totalmente surreal) onde a narrativa, planos de camera, cortes, estilo de actuacao, e tantos outros promenores fogem totalmente as regras e ao que estamos habituados no cinema ocidental. No entanto, nesta ‘massala’ de ingredientes cinematograficos, tudo resulta, e tudo encaixa. Nao sei se visse o mesmo filme no ocidente acharia o mesmo, mas aqui, e apos um mes neste ambiente, tudo pareceu quase perfeito.
Numa sala lotada (de onde so conseguimos assento de lado na 3 fila da frente) o ambiente do povo que devorava cada fala e cada momento, era de facto, de um pais onde o cinema e’ um valor muito importante da cultura.
Para quem nao sabe, a India e’ o maior produtor (e de longe) do mundo…e nao Hollywood.
Os argumentos sao uma mistura de conflictos e tensoes sociais com relevancia nas diferentes castas, de accao, de romance sentido e ficar bem comovido, de musical, e ainda ha espaco pelo meio para ter parte que sao um misto entre videoclip e anuncio de cosmetica ou a champos. E tudo no mesmo filme. Receita de sucesso na India…quem sabe no Mundo se o ocidente tivesse esta coragem para esta ‘massala’.

Amanha a noite, ja terca, comecamos o inicio do regresso…parando 12h em Moscovo, e dormindo uma noite no aeroporto de Madrid. (obrigado Eunice pela generosa oferta de dormirmos de novo em tua casa, mas atendendo as horas de chegada e saida, e ao nosso estado de roupa e mochilas, mais vale sujar o chao do aeroporto!)

Capitulo XIV - Khajuharo

Estamos de partida de khajuharo, uma micro terra no norte da India. Micro mas com encantos, como os templos que deram origem as famosas ilustracoes do Kama Sutra, que sao patrimonio da Unesco, e estao (atendendo ao tempo) num bom estado de conservacao. O trabalho barroco na pedra, e considerando a epoca de criacao e’ incrivel.

Hoje, bem bem cedinho, conseguimos 2 bicicletas chocolateiras por menos de 50 centimos, para fazermos os 42km ate umas cataratas, que quando la chegamos, mais parecia que estavamos na Islandia, e nao na India. As bicicletas tinham mais ferrugem que metal, mas contra todas as probabilidades, chegaram inteiras e com ar nos pneus.
O mesmo ja nao se pode dizer de nos, que agora sempre que nos sentamos, temos de dizer ‘ai’.

Vamos agora para o proximo destino, que nao era para ser, depois era, depois nao era, e parece que vai ser…mas ainda nao estamos convencidos… Agra, a terra do Taj Mahal.
Isto porque temos uma ideia de Agra cheia de turistas (apesar de ser epoca baixa aqui), e depois de toda esta viagem, parecia nao fazer sentido… mesmo vindo a India sem ver o Taj Mahal.
Mas porque o comboio passa la a caminho de Delhi, e porque temos tempo, e porque pode ser que aquilo esteja deserto de turistas (duvido), ou porque nos fomos mentalizando, la vamos ver o templo do amor.

Nao conseguimos assento no comboio, mas acho que depois do estado em que a bicicleta nos deixou, podera’ ate ser a melhor coisa que nos aconteceu.


Capitulo XIII - Um palco sobre a vida e a morte

Que dizer de Varanasi? Dificil.

Imaginem uma cidade antiga, dentro dela uma ainda muito muito mais antiga, tao antiga que e’ como um labirinto de ruas tao estreitas, que dentro dela nao ha veiculos motorizados (a nao ser algumas mas poucas motas) pois nao cabem.

Nestas ruas labirinticas misturam-se milhoes de pessoas, vacas, cabras, caes moribundos, lixo, muito lixo, cheiros, fumos, incenso por todo o lado, muita cor, casas muito velhas e muito tortas.

Nesta cidade dentro da cidade, o rio Ganges e’ a alma, e e’ o placo da vida e da morte.
Ganges e’ sagrado, e para o Hindus indianos, e’ local de vida sagrada. Local onde se vem beber a agua, onde se vem tomar banho, onde se oferece comida e bens ao rio, onde as vacas vem tomar banho, onde todos os esgotos e fossas da cidade desaguam sem tratamento algum, onde se mergulham os recem nascidos, onde se  contempla e se reza.
E’ tambem o local onde os Hindus vem morrer, junto ao rio, para depois serem cremados em camas de madeira nas suas margens.
Nao pode haver morte e passagem mais sagrada para o Hindu.

Estar apenas e observar esta vida nas margens, e’ estar numa plateia para um palco cru da vida, na sua essencia e na sua violencia. 

Sem querer, num acaso, acabamos o dia num terraco da cidade dentro da cidade, onde por toda a cidade se lancava fogo de artificio criando um quadro contraditorio ao ambiente do dia, mas de onde nas ruas, pela sua pouquissima largura e altura, ninguem fazia idea.

Capitulo XII - India e o transporte das massas

Chegamos a India, onde entramos pela 3 e ultima vez ate ao final da partida, de novo em Delhi.
Pelo caminho tivemos o prazer de apear em Tamen, uma linda vila de montanha no Nepal, ja muito menos habiatuada a ver viajantes, do que os outros locais por onde passamos no Nepal. Estavamos a precisar desse espaco para novo envolvimento cultural.
Tivemos sorte e azar… sorte porque sem querer (mesmo) apanhamos a meio um festival de dancas tradicionais no terreno de um templo, mas azar, porque sao os inicios de preparativos para os festejos grandes, a 30 de Agosto, e na altura ainda faltavam 2 dias. Se tivesse sido no inicio da viagem, era tranquilo nao seguir caminho e recupear pelo caminho…mas com 1 semana e pouco ate a partida de Delhi, e querer ainda seguir um ritmo lento e em transportes locais ate la, ha que seguir.

A chegada a India, por aquela fronteira, e atraves dos autocarros e especialmente atraves do incrivel comboio local de passageiros, fez-nos sentir de novo no Bangladesh, onde o facto de sermos os unicos turistas nos concentrou a atencao, e fez a viagem de todo um dia (que era algo desconfortavel fisicamente), ser uma maravilha de conversas, trocas de experiencias, culturas, e comida.

A viagem de comboio na India nestes comboios locais, muito lentos, sem lugar marcado, e sem turistas, valem mais pela viagem, do que pelo destino que se pretende alcancar. E mesmo o espaco fisico habitavel ser para nos ocidentais, impossivel de caber tanta gente, nao so no espaco normal, mas ate em altura, onde iamos sentados nos locais de carga, por cima das pessoas, mas que na India sao tambem assentos…sorte a nossa de termos assento! :)
Entrar num comboio e’ tambem um episodio, que supera varias vezes a pressao sentida nas primeiras filas de um festival de verao com 60m pessoas (para quem sabe o que e’).

De facto nao ha modo mais seguro, economico, e eficaz, de transportar tanta gente. em locais tao povoados como este.
Na india, por dia, movimentam-se 16 milhoes de pessoas, em quase 7 mil comboios. 

Entre inumeras pessoas com quem fui falando, marcou-me particularmente a longa conversa com um pastor missionario protestante, que trabalhava numa missao no norte, com tribos remotas, onde as ensinava a tomar banho e outras necessidades basicas.
E’ incrivel como em todo o mundo, ao mesmo tempo, a mesma hora, ha’ tanta gente a fazer bem, sem se saber.

Capitulo XI - Encontros com a Mae Natureza

Estamos todos amassados e acho que pela primeira vez na viagem, ganhamos um apetite para o jantar.

Chegamos ha pouco da caminhada, e nao contavamos que fosse tao dura, ou nao por algumas das razoes.

Apesar de um inicio duro, onde perdemos mais ou menos o trilho (pensamos nos) chegamos ao topo do primeiro monte, para uma vista incrivel do lago, e do que ja tinhamos andado, era ainda a primeira parte da manha.

Os encontros com a natureza marcaram o dia, desde um bufalo que nao gostou de nos, e fez-nos correr da sua ameaca de investida, ao terco final da caminhada onde o bom dia se transformou numa tempestade tropical negra, onde a agua caia em maior quantidade e com mais forca que em muito chuveiros aqui, e que claro, tornou as pedras e os trilhos e todos os obtaculos ja por si escorregadios, em autenticas papas de lama pelo tornozelo.

Chegamos a um ponto, que ja nos deixamos molhar ate aos ossos, e a agua ja entrava livremente para os pes atraves dos tornozelos.

No entanto o que era dispensavel, mas teve de ser, foram as imensas sanguessugas que nos atacaram os pes e corpo. Em particular o Filipe, que perdeu hoje meio litro de sangue para as sanguessugas.

No entanto valeu tudo pela beleza do cenario que nos rodeava, e repetiriamos o mesmo variadas vezes, nas mesmas condicoes.

E’ como andar a caminhar num cenario de um documentario de um mundo longinquo e remoto, so atingivel em sonhos.

Vamos para o merecido jantar local, bastante amassados e com os pes desfeitos de caminhar com eles molhados durante a tarde, mas satisfeitos. Muito satisfeitos!

Como resolvi vir de viagem com um tradicional amante de futebol, mais concretamente do FCP, conseguimos ontem aqui um arranjo com o dono de um café, e vamos ver o jogo entre o Barca e o FCP. Aqui sera algo entre perto das 1 e 3 da manha. :)

Capitulo X - O prazer de roupa lavada

Passadas 2 semanas de viagem, a minha roupa (1 camisa, 1 calcoes) foram lavados numa maquina de lavar! :)
Em muitos outros paises a minha classica lavagem noctura de roupa a sabao, e pendurada numa corda dentro do quarto durante a noite chegaria, e sempre chegou no passado.

No entanto, a humidade acima dos 85%, o Bangladesh e todos os seus autocarros locais pelo interior, a culminar nos quartos a 1 euro onde ficamos, nao tem chegado para essa simples lavagem caseira.

Por isso, nao imaginam o valor que dei hoje, ao vestir roupa lavada, e a importancia que dei e nunca tinha dado tanta, a esse simples prazer que tomo como sempre garantido mas no entanto muita gente nao tem…
Roupa e cama lavada, um luxo nesta parte do mundo que na Europa nem nos apercebemos.

Outro pequeno luxo que so ontem tive o prazer de voltar a ter, foi o de beber agua pura da fonte numa garrafa, algo unico em Portugal, mas nestes lados muito raro.
Toda a agua engarrafada vendida aqui, e’ agua reclicada (purificada), atraves de uma serie de processos quimicos.

Capitulo IX - A chegada ao paraiso

Saimos de Kathmandu cheios de energia que a cidade e o ambiente nos deu, ficou a certeza de voltar um dia.

Incrivelmente temos tido muita sorte com a metereologia, pois tem chovido sim, mas apenas durante a noite enquanto dormimos, ou durante as viagens de autocarro, e mesmo ai so em algumas.
Esta noite choveu muito, muito mesmo, e apesar de termos um sol radiante para as 7 horas de viagem de manha bem cedinho, a viagem foi morosa, pois houve imensos acidentes e derrocadas de encostas na estrada, nesta estrada de montanha no fundo dos Himalaias, que liga Kathandu a Pokhara.

A visao durante a viagem e’ inccrivel, com a magnitude megalomana dos Himalaias sempre a nossa direita, e a floresta tropical a nossa esquerda.

A chegada a meio do dia a Pokhara foi uma surpresa, pois nao sabiamos bem para onde vinhamos…
…e isto e’ um pequeno paraiso, e como agora e’ ‘epoca baixa (devido as moncoes) parece que ainda esta bem mais paraiso do que deve ser em abril ou maio, pois ha muito pouca gente aqui.
‘E um cenario saido de uma pintura, com o lindo lago phewa de um lado, e os Himalaias do outro, mais concretamente o monte Annapura.

O monte Annapura chega aos 8091m de altura, sendo a decima montanha mais alta do mundo.

Acabamos o final do dia a remar num bote enquanto atravessavamos o lago, com a companhia de um por do sol cinematografico.

Como nao tenho maneira de por fotos durante a viagem, deixo aqui uma que encontrei na net, porque vale a pena ter uma ideia:

Pokhara

Amanha vamos fazer uma caminhada de um dia pela montanha, saindo bem bem cedinho, para chegarmos ainda com luz. O jantar amanha vai saber certamente bem melhor que todos os outros!
Note-se que e’ uma caminhada de meninos, pois as caminhadas por estas bandas de gente a s’erio sao expedicoes de mais de 20 dias, e sao as que vao so ate aos 6000m…

Namaste,
Joao

Capitulo VIII - Kathmandu

Chegamos a Kathmandu, depois de uma longa viagem debaixo de chuva de 15h, em estradas mas por escarpas vertiginosas pelas bases dos Himalaias.
De facto, nao recomendo ninguem a fazer estas viagens na altura das moncoes, mas nao tinhamos alternativa. 

Chegamos cansados e estamos meios aluados, mas precisavamos de fazer este esticao para ganharmos tempo para pararmos com tempo onde queriamos.

O plano e’ ficar por ca uns dias a recuperar energia perdida, e absorver a cidade e o ambiente.

‘E incrivel como tudo muda… o cenario, as casas, a cultura, as caras e feicoes, a comida, o cheiro, a musica, as cores, e tanto tanto mais… 

O choque de chegar e encontrar ocidentais e turistas tem sido grande… olhando para tras, desde que saimos de Calcuta so tinhamos visto um ocidental, quando andavamos por Dhaka. Chegar aqui, a Kathmandu, um dos maiores polos turisticos da Asia…e’ de facto um choque.
Para quem quer ter um cheiro da Asia e deste lado do mundo, mas nao tem muita facilidade nem espirito de aventura, Kathmandu deve ser dos locais mais faceis para o tradicional turista independente. 

Capitulo VII - Atravessando o estreito da India entre o Bangladesh e o Nepal

Entramos muito rapidamente na India, para no dia seguinte ja estarmos de novo a sair, mas nao ha ligacao directa entre o Bangladesh e o Nepal, por isso atravessamos no ponto de ligacao mais curto.

Foi cansativo, porque foram uns dias sem para, atravessar fronteiras a pe’, e viagens pela noite, ate Kathmandu.

Na fronteira entre a India e o Nepal nao sei bem como, entramos no Nepal ilegalmente, pois passamos sem ver a fronteira, e o posto de emigracao do lado Indiano. So quando chegamos ao posto de emigracao do Nepal, nos disseram que tinhamos andado demais… :) felizmente nao houve problemas, e foi uma questao de andar voltar a atravessar o rio, e registar a saida da India.

A fronteira entre o Bangladesh e a India foi tambem surreal, mas porque era uma fronteira muito pouco usada, e nem dava ar de fronteira…
Tudo se tratava a um ritmo de empatar, enquando se bebia cha, se via a novela na TV, e tudo em pequenas casas de bambu e palha ou casas de cimento em construcao em que tinhamos de trepar montes de pedra. Tive pena de nao se puderem tirar fotos na fronteira…ia ser bom recordar melhor a fronteira terrestre com menos ar de fronteira que ja atravessamos.

Autocarros no Bangladesh

Os autocarros no Bangladesh sao dignos de mencionar… sao a confusao e loucura na estrada… ja andamos em ‘latas’ muito muito podres, e em muito mas estradas… como no Cambodja ou no norte da Mongolia, mas autocarros com infestacoes de baratas que ultrapassam o numero totalmente excedido de passageitos (sentados, em pe, e em cima do tecto), a conducao completamente louca, de constantes ultrapassagens em que so saiem da frente do que vem la, a centimetros de distancia (e de noite…), a buzinarem constantemente, e a velocidades varias vezes acima do que aqueles autocarros (ou pedacos de remendos de latas) deveriam suportar… estao sem duvida no meu top 3 de transportes no Mundo.
Nao e’ para quem sofre de coracao.

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